Hoje estou em luto pela minha Nala, que foi para o céu…
Se você não quiser ler todo o texto, rola a tela até o final e lê apenas a moral da história… Mas eu preciso escrever, então quando meu dei conta já tinha sido escritas mais de 2000 palavras.. Eu ia colocar aqui só um pedaço e deixar o resto apenas no blog, mas resolvi deixar tudo aqui também, porque quem quiser ler, não precisa clicar em mais nada… Lá vou eu!
Eu sempre tive cachorros e outros bichos presentes em minha vida. Quando criança eu andava muito a cavalo em todas as férias. Meu avô e meu pai, já alugavam o cavalo para todo o feriado quando íamos para a região dos lagos, porque eu passava o dia inteiro andando por aí com uma égua muito linda que era a minha paixão.
Quando tinha uns 6/7 anos, eu acho, quando minha mãe brigava comigo, eu ia para dentro da casota de nossa cadela para chorar e ficava lá… Ela me lambia, me acalmava e meu coração curava.
Meu sonho era ser fazendeira, ou morar no campo quando ficasse adulta. Eu sonhava com uma casa, um campo enorme, meus bichos e meu cavalo. Era assim que eu esperava viver quando fosse adulta. E eu esqueci desse sonho por muito tempo….
Eu ia fazer veterinária, mas com medo da prova de química e física no vestibular, eu desisti, porque achei que nunca iria passar…. Hoje, muito mais velha, sei que deveria ter tentando, deveria ter estudado até conseguir, porque essa é a minha primeira paixão.
Esse ano, ao participar com meu amigo Edu no evento do Tony Robbins, ele mandou a gente pensar em nosso sonho e como que por encanto, eu me lembrei da minha fazenda, meus bichos e,principalmente, meu cavalo… E pensei? Em que hora da minha vida eu deixei esse sonho cair no esquecimento…
Minha família tinha cachorros, alguns morreram, outros foram dados, mas a maioria não era escolhida por mim. A primeira cadelinha que tive só minha, mas ainda morando com a minha mãe foi a Ohana, uma fox paulistinha de 5kg muito braba, mas também mega obediente e inteligente. A avó da minha amiga de escola, a Dedéia, criava essa raça na fazenda e a Dedéia trouxe ela para mim, dentro de uma caixa de leite, de tão pequena que era…
Ela morava no meu quarto e na varanda que tinha em anexo. E eu cuidava dela, era tudo comigo e ela ia onde quer que eu fosse.
Vamos viajar? Eu respondia: posso levar a Ohana? Se não, nada feito.
Nós dormíamos juntas vendo novela, ela ficava quietinha no meu abraço até eu adormecer e então deitava no meio das minhas pernas, até minha mãe entrar no quarto para me acordar e ela descer correndo da cama, porque sabia que minha mãe ia zangar… Ela até assistia novela, era incrível… Se duvidam, podem perguntar para minha mãe, ela conta a história de como sabia que ela estava prestando atenção na tv.
Bem, eu me casei, engravidei do Lucas e durante minha gestação,ela teve um câncer e depois metástase e faleceu, com 12 anos mais ou menos. Eu sofri, mas com um bebê na barriga, minha mente estava ocupada e foi mais fácil de superar.
Mas vamos em frente… Eu falei tudo isso para ilustrar a minha paixão por bichos e o porquê de hoje ser um dia tão especial e triste ao mesmo tempo para mim.
Quando o Lucas tinha mais ou menos 3 anos, eu adotei uma vira lata muito fujona, que acabou morrendo cedo porque alguém deu chumbinho ou deixou por aí e ela comeu. Foi sofrido a beça… Meu ficou inconsolável, eu até escrevi um livro falando da Buba. Um livro infantil que hoje até está disponível em formato de ebook. Me lembrem de mandar o link se quiserem dar uma olhada. Aquele livro fez o Lucas sair do choro, porque falava da Buba num céu que cuidava dele e que olhava por ele e isso acalmou tanto o meu, quanto o coração dele.
Foi quando meses a frente eu resolvi nos dar de presente o meu primeiro sonho: ter um cachorro tipo aquele da propaganda da casa Tavares (só os mais velhos vão lembrar dessa) e para minha surpresa, uma amma da minha irmã estava com um canil que criava essa raça: Schnauzer.
Eu nem pensei muito… Fui até o canil, conhecer a ninhada e eu e Lucas sentados na varanda da Alessandra, com aquele monte de filhotes, escolhemos a Nala e trouxemos ela para casa.
Foi um momento muito feliz, meu filho tinha uma nova cadelinha e eu tinha a raça de um de meus sonhos (porque ela foi a primeira, mas não única - ou você acha que meus sonhos em raças de cachorro se limita a isso? tsc tsc).
Hoje de manhã, após mais de uma semana de sofrimento, ela se foi.
Ela estava com quase 13 anos e passou por poucas e boas…
Sempre foi exemplar, apesar de ter medo do jornal, ela sempre fazia suas necessidades no mesmo lugar e sempre pedia para ir para o quintal fazer ou pelo menos tentava chegar lá sozinha, quando a gente não acordava com seu pedido.
Ela sabia andar junto, parar na beira da rua e esperar o sinal sentada, sentava, dava a patinha, ficava parada esperando e deitava todas as vezes que pedíamos. Era linda de morrer! Extremamente dócil!
Ela não pulava quase nunca. Para receber carinho sentava em frente a gente e nos olhava e choramingava. Quando estava com fome, fazia um barulho de ronco engraçado e cutucava o pé da gente… Até minha mãe que não é muito fã de cachorros, adorava ela, porque ela era muito educada MESMO.
Como todo filhote, fez suas peraltices e também aturou os outros irmãos filhotes que vieram morar com ela. Ela sempre impôs sua liderança sem machucar nenhum outro cachorro, adorava outros bichos e a companhia deles. Até minha gatinha que veio para minha casa há quase um ano, ela deixava dormir com ela e ficar junto.
Era uma caçadora de ratos impressionante, eu falava que ia alugar ela kkkkk Se tinha rato no quintal, ela ficava parada bufando e olhando o esconderijo do rato ou gambá, e era só arrastar o móvel, que ele saía e ela pegava.
Quando na casa da minha mãe aparecia rato no quintal, eu levava a Nala e perguntava: cadê o rato Nala?
E ela saía procurando e sempre achava… Como era rápida a bichinha até seu último ano de vida, ela era a mais rápida. Os outros cachorros nem viam o rato passar kkkkkk
Quando ficou mais velha e queria subir no sofá, ela apoiava o queixo e fazia um ronronar ou dava um gritinho e eu pegava ela no colo e ela dormia ao meu lado. No quarto, ela ficava em sua cama a noite inteira, porque no quintal os outros tiravam a cama dela, logo ela ganhou o privilégio de dormir dentro de casa.
Ela teve a doença do carrapato e se curou, uma labrador tentou matar ela e ela se curou, teve pedra nos rins e na bexiga e se curou, depois um gavião tentou pegá-la dentro da minha varanda e deu várias bicadas nela e ela quase morreu, mas se curou mais uma vez. Foi a história mais contada na Tijuca, a Schnauzer que o gavião tentou comer… Meu caçula Diego puxava os bigodes dela e ela sobreviveu. Ela ficava paradinha enquanto eu removia os dedinhos dele dos bigodes dela.
Nesse ano, ela começou a ficar com cios irregulares e agora, na última semana, ela começou com uma dor no maxilar, abria a boca e não conseguia fechar. Domingo a noite, pedi socorro para minha amada prima Ana Paula e lá fomos nós levar ela a emergência. Medicação para dor, raio x e ninguém soube me dizer o que acontecia que ela estava com dificuldade para mastigar. E então na mesma semana, ela voltou a sangrar e vomitou 5 vezes numa madrugada e lá fui eu para a veterinária - pegar o laudo do raio x e pedir para olhar o sangramento.
Levantou-se a suspeita de piometra e após a confirmação no ultrassom, foi operada no sábado retrasado. Ela veio para casa na segunda e, apesar da anemia tudo parecia bem. Só que de terça para quarta, ela começou a piorar, com dificuldade para comer e muito prostrada. Na quinta ela se recusou a comer comida e a bebeu muito pouca água, mesmo que oferecendo sopa - tive que dar de seringa a ela.
Foi nesse dia que liguei para o João, meu grande amigo, e veterinário dos meus cachorros desde a Ohana… Eu precisava saber de alguém de confiança o que estava acontecendo. Foi quando descobri, quando ele leu os laudos dos exames feitos, que além da massa que tiraram do útero dela, ela também tinha um tumor na mama, um no baço e um no fígado, os quais eu não sabia até esse dia. . Com a coleta de sangue, vimos uma anemia e alterações na função hepática.
Decidimos que era melhor voltar com ela para a clínica que a operou e ela foi novamente internada, com infecção e anemia (causada pela cirurgia e piorada acredita-se que pelo tumor no fígado, o qual era bem grande).
Na segunda,, me reuni com os meninos e tomamos a decisão de trazê-la para casa e que ela morresse em casa,ou se sofresse muito, pensaríamos sobre a eutanásia.
Fomos até a clínica e pedi ao Lucas que fosse vê-la, porque eu percebia que ela sentia a sua falta. Só ele ainda não tinha ido visitá-la no hospital. E foi impressionante ela pedindo colo para ele e encostando a cabeça em seu peito. Depois eu falei com ela e ela me lambeu, coisa que não fazia desde a primeira internação.
E eu falei com ela: pode descansar Nala, a gente se reencontra, você vai reencarnar e eu vou te achar de novo e ela grunhiu, como se fosse uma resposta e todos nós ficamos emocionados…
Íamos levar ela embora para casa, mas ela tinha iniciado uma nova medicação e apresentou melhoras na parte da tarde. Resolvi então deixar para trazê-la para casa hoje de manhã, para que estivesse a, pelo menos, 24 horas com o atb novo intravenosa.
Mas,quando hoje de manhã, perguntei dela, a clínica me ligou, dizendo que ela tinha tido uma parada cardíaca e que estava muito mal - ainda no oxigênio e pediram que fôssemos logo para vê-la. Peguei os meninos na escola e fomos todos juntos.
Demos nosso adeus final e deixamos ela descansar, com muito colo, carinho e orações no final.
E viemos para casa, para chorar nosso luto, nossa saudade, a perda de um ente da família…
Realmente é muito triste, mas sabemos que eles são os filhos que morrem antes da gente, porque como uma amiga me enviou hoje pelo zap, eles já nascem sabendo que tem que ser bons e amar aos outros incondicionalmente, por isso não precisam viver tanto como nós, para aprender isso.
O que fica de toda essa história?
Ame todos os dias… Comemore toda vez que alguém querido chegar… Faça carinho… Adote bichinhos de rua… Não maltrate nem animais nem pessoas…. Não morda, quando um rosnado for suficiente… Alegre-se com pequenas coisas…. Brinque todos os dias… Defenda sua família de todo o mal… Pegue sol todos os dias e depois descanse na sombra de uma árvore… Fique perto dos que ama… Fique ao lado de quem precisa de você em silêncio… para ser o apoio quando ele precisar… Quando alguém que ama estiver chorando, dê muitos beijos… Passeie com alegria… Curta os momentos ao ar livre… Faça buracos na areia da praia e divirta-se com isso… Limpe o pingo de sorvete no braço com uma lambida… Chupe os dedos sujos de chocolate…
Viva com intensidade… Percebendo cada momento… Amando cada minuto… E jamais esqueça daqueles que ama…
Nalinha, sei que vc já está no céu, brincando, sem dor, sem falta de ar, cheio de crianças, outros bichos e pessoas para te amar… Nós estaremos aqui, e você estará sempre em nosso coração.
Em nada me arrependo desses 13 anos que cuidei de você…
Te amo com todo coração.
Assinado: mamãe
Me desculpa de não responder seu telefonema, mensagem, mas preciso viver essa dor para
então deixá-la ir, como me ensinou a Paula Abreu (uma das grandes lições que aprendi
nos últimos anos), a dor épara ser vivida e então conseguimos deixá-la ir.
Se você não quiser ler todo o texto, rola a tela até o final e lê apenas a moral da história… Mas eu preciso escrever, então quando meu dei conta já tinha sido escritas mais de 2000 palavras.. Eu ia colocar aqui só um pedaço e deixar o resto apenas no blog, mas resolvi deixar tudo aqui também, porque quem quiser ler, não precisa clicar em mais nada… Lá vou eu!
Eu sempre tive cachorros e outros bichos presentes em minha vida. Quando criança eu andava muito a cavalo em todas as férias. Meu avô e meu pai, já alugavam o cavalo para todo o feriado quando íamos para a região dos lagos, porque eu passava o dia inteiro andando por aí com uma égua muito linda que era a minha paixão.
Quando tinha uns 6/7 anos, eu acho, quando minha mãe brigava comigo, eu ia para dentro da casota de nossa cadela para chorar e ficava lá… Ela me lambia, me acalmava e meu coração curava.
Meu sonho era ser fazendeira, ou morar no campo quando ficasse adulta. Eu sonhava com uma casa, um campo enorme, meus bichos e meu cavalo. Era assim que eu esperava viver quando fosse adulta. E eu esqueci desse sonho por muito tempo….
Eu ia fazer veterinária, mas com medo da prova de química e física no vestibular, eu desisti, porque achei que nunca iria passar…. Hoje, muito mais velha, sei que deveria ter tentando, deveria ter estudado até conseguir, porque essa é a minha primeira paixão.
Esse ano, ao participar com meu amigo Edu no evento do Tony Robbins, ele mandou a gente pensar em nosso sonho e como que por encanto, eu me lembrei da minha fazenda, meus bichos e,principalmente, meu cavalo… E pensei? Em que hora da minha vida eu deixei esse sonho cair no esquecimento…
Minha família tinha cachorros, alguns morreram, outros foram dados, mas a maioria não era escolhida por mim. A primeira cadelinha que tive só minha, mas ainda morando com a minha mãe foi a Ohana, uma fox paulistinha de 5kg muito braba, mas também mega obediente e inteligente. A avó da minha amiga de escola, a Dedéia, criava essa raça na fazenda e a Dedéia trouxe ela para mim, dentro de uma caixa de leite, de tão pequena que era…
Ela morava no meu quarto e na varanda que tinha em anexo. E eu cuidava dela, era tudo comigo e ela ia onde quer que eu fosse.
Vamos viajar? Eu respondia: posso levar a Ohana? Se não, nada feito.
Nós dormíamos juntas vendo novela, ela ficava quietinha no meu abraço até eu adormecer e então deitava no meio das minhas pernas, até minha mãe entrar no quarto para me acordar e ela descer correndo da cama, porque sabia que minha mãe ia zangar… Ela até assistia novela, era incrível… Se duvidam, podem perguntar para minha mãe, ela conta a história de como sabia que ela estava prestando atenção na tv.
Bem, eu me casei, engravidei do Lucas e durante minha gestação,ela teve um câncer e depois metástase e faleceu, com 12 anos mais ou menos. Eu sofri, mas com um bebê na barriga, minha mente estava ocupada e foi mais fácil de superar.
Mas vamos em frente… Eu falei tudo isso para ilustrar a minha paixão por bichos e o porquê de hoje ser um dia tão especial e triste ao mesmo tempo para mim.
Quando o Lucas tinha mais ou menos 3 anos, eu adotei uma vira lata muito fujona, que acabou morrendo cedo porque alguém deu chumbinho ou deixou por aí e ela comeu. Foi sofrido a beça… Meu ficou inconsolável, eu até escrevi um livro falando da Buba. Um livro infantil que hoje até está disponível em formato de ebook. Me lembrem de mandar o link se quiserem dar uma olhada. Aquele livro fez o Lucas sair do choro, porque falava da Buba num céu que cuidava dele e que olhava por ele e isso acalmou tanto o meu, quanto o coração dele.
Foi quando meses a frente eu resolvi nos dar de presente o meu primeiro sonho: ter um cachorro tipo aquele da propaganda da casa Tavares (só os mais velhos vão lembrar dessa) e para minha surpresa, uma amma da minha irmã estava com um canil que criava essa raça: Schnauzer.
Eu nem pensei muito… Fui até o canil, conhecer a ninhada e eu e Lucas sentados na varanda da Alessandra, com aquele monte de filhotes, escolhemos a Nala e trouxemos ela para casa.
Foi um momento muito feliz, meu filho tinha uma nova cadelinha e eu tinha a raça de um de meus sonhos (porque ela foi a primeira, mas não única - ou você acha que meus sonhos em raças de cachorro se limita a isso? tsc tsc).
Hoje de manhã, após mais de uma semana de sofrimento, ela se foi.
Ela estava com quase 13 anos e passou por poucas e boas…
Sempre foi exemplar, apesar de ter medo do jornal, ela sempre fazia suas necessidades no mesmo lugar e sempre pedia para ir para o quintal fazer ou pelo menos tentava chegar lá sozinha, quando a gente não acordava com seu pedido.
Ela sabia andar junto, parar na beira da rua e esperar o sinal sentada, sentava, dava a patinha, ficava parada esperando e deitava todas as vezes que pedíamos. Era linda de morrer! Extremamente dócil!
Ela não pulava quase nunca. Para receber carinho sentava em frente a gente e nos olhava e choramingava. Quando estava com fome, fazia um barulho de ronco engraçado e cutucava o pé da gente… Até minha mãe que não é muito fã de cachorros, adorava ela, porque ela era muito educada MESMO.
Como todo filhote, fez suas peraltices e também aturou os outros irmãos filhotes que vieram morar com ela. Ela sempre impôs sua liderança sem machucar nenhum outro cachorro, adorava outros bichos e a companhia deles. Até minha gatinha que veio para minha casa há quase um ano, ela deixava dormir com ela e ficar junto.
Era uma caçadora de ratos impressionante, eu falava que ia alugar ela kkkkk Se tinha rato no quintal, ela ficava parada bufando e olhando o esconderijo do rato ou gambá, e era só arrastar o móvel, que ele saía e ela pegava.
Quando na casa da minha mãe aparecia rato no quintal, eu levava a Nala e perguntava: cadê o rato Nala?
E ela saía procurando e sempre achava… Como era rápida a bichinha até seu último ano de vida, ela era a mais rápida. Os outros cachorros nem viam o rato passar kkkkkk
Quando ficou mais velha e queria subir no sofá, ela apoiava o queixo e fazia um ronronar ou dava um gritinho e eu pegava ela no colo e ela dormia ao meu lado. No quarto, ela ficava em sua cama a noite inteira, porque no quintal os outros tiravam a cama dela, logo ela ganhou o privilégio de dormir dentro de casa.
Ela teve a doença do carrapato e se curou, uma labrador tentou matar ela e ela se curou, teve pedra nos rins e na bexiga e se curou, depois um gavião tentou pegá-la dentro da minha varanda e deu várias bicadas nela e ela quase morreu, mas se curou mais uma vez. Foi a história mais contada na Tijuca, a Schnauzer que o gavião tentou comer… Meu caçula Diego puxava os bigodes dela e ela sobreviveu. Ela ficava paradinha enquanto eu removia os dedinhos dele dos bigodes dela.
Nesse ano, ela começou a ficar com cios irregulares e agora, na última semana, ela começou com uma dor no maxilar, abria a boca e não conseguia fechar. Domingo a noite, pedi socorro para minha amada prima Ana Paula e lá fomos nós levar ela a emergência. Medicação para dor, raio x e ninguém soube me dizer o que acontecia que ela estava com dificuldade para mastigar. E então na mesma semana, ela voltou a sangrar e vomitou 5 vezes numa madrugada e lá fui eu para a veterinária - pegar o laudo do raio x e pedir para olhar o sangramento.
Levantou-se a suspeita de piometra e após a confirmação no ultrassom, foi operada no sábado retrasado. Ela veio para casa na segunda e, apesar da anemia tudo parecia bem. Só que de terça para quarta, ela começou a piorar, com dificuldade para comer e muito prostrada. Na quinta ela se recusou a comer comida e a bebeu muito pouca água, mesmo que oferecendo sopa - tive que dar de seringa a ela.
Foi nesse dia que liguei para o João, meu grande amigo, e veterinário dos meus cachorros desde a Ohana… Eu precisava saber de alguém de confiança o que estava acontecendo. Foi quando descobri, quando ele leu os laudos dos exames feitos, que além da massa que tiraram do útero dela, ela também tinha um tumor na mama, um no baço e um no fígado, os quais eu não sabia até esse dia. . Com a coleta de sangue, vimos uma anemia e alterações na função hepática.
Decidimos que era melhor voltar com ela para a clínica que a operou e ela foi novamente internada, com infecção e anemia (causada pela cirurgia e piorada acredita-se que pelo tumor no fígado, o qual era bem grande).
Na segunda,, me reuni com os meninos e tomamos a decisão de trazê-la para casa e que ela morresse em casa,ou se sofresse muito, pensaríamos sobre a eutanásia.
Fomos até a clínica e pedi ao Lucas que fosse vê-la, porque eu percebia que ela sentia a sua falta. Só ele ainda não tinha ido visitá-la no hospital. E foi impressionante ela pedindo colo para ele e encostando a cabeça em seu peito. Depois eu falei com ela e ela me lambeu, coisa que não fazia desde a primeira internação.
E eu falei com ela: pode descansar Nala, a gente se reencontra, você vai reencarnar e eu vou te achar de novo e ela grunhiu, como se fosse uma resposta e todos nós ficamos emocionados…
Íamos levar ela embora para casa, mas ela tinha iniciado uma nova medicação e apresentou melhoras na parte da tarde. Resolvi então deixar para trazê-la para casa hoje de manhã, para que estivesse a, pelo menos, 24 horas com o atb novo intravenosa.
Mas,quando hoje de manhã, perguntei dela, a clínica me ligou, dizendo que ela tinha tido uma parada cardíaca e que estava muito mal - ainda no oxigênio e pediram que fôssemos logo para vê-la. Peguei os meninos na escola e fomos todos juntos.
Demos nosso adeus final e deixamos ela descansar, com muito colo, carinho e orações no final.
E viemos para casa, para chorar nosso luto, nossa saudade, a perda de um ente da família…
Realmente é muito triste, mas sabemos que eles são os filhos que morrem antes da gente, porque como uma amiga me enviou hoje pelo zap, eles já nascem sabendo que tem que ser bons e amar aos outros incondicionalmente, por isso não precisam viver tanto como nós, para aprender isso.
O que fica de toda essa história?
Ame todos os dias… Comemore toda vez que alguém querido chegar… Faça carinho… Adote bichinhos de rua… Não maltrate nem animais nem pessoas…. Não morda, quando um rosnado for suficiente… Alegre-se com pequenas coisas…. Brinque todos os dias… Defenda sua família de todo o mal… Pegue sol todos os dias e depois descanse na sombra de uma árvore… Fique perto dos que ama… Fique ao lado de quem precisa de você em silêncio… para ser o apoio quando ele precisar… Quando alguém que ama estiver chorando, dê muitos beijos… Passeie com alegria… Curta os momentos ao ar livre… Faça buracos na areia da praia e divirta-se com isso… Limpe o pingo de sorvete no braço com uma lambida… Chupe os dedos sujos de chocolate…
Viva com intensidade… Percebendo cada momento… Amando cada minuto… E jamais esqueça daqueles que ama…
Nalinha, sei que vc já está no céu, brincando, sem dor, sem falta de ar, cheio de crianças, outros bichos e pessoas para te amar… Nós estaremos aqui, e você estará sempre em nosso coração.
Em nada me arrependo desses 13 anos que cuidei de você…
Te amo com todo coração.
Assinado: mamãe
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