Mamãe bullying
Minha nossa! Tive que olhar no
Google para ver como se escreve bullying! Kkk
Essa palavra tão presente na
sociedade de hoje, para mim nada mais é do que a encarnação da minha época!
Vamos lá gente! Importamos esse conceito para o Brasil, quando aqui o bullying
nada mais era do que os apelidos de colégio. E acabou que incorporamos mesmo,
com a palavra veio o comportamento agressivo agregado que não era nada comum no
Brasil.
Na década de 80, fazer bullying era
chamar de Choquito, gaguinho, cabeção, vara pau, esqueleto, He-Man, espeto,
Mônica (para as dentuças), e muitos outros que agora não vem a memória. Mas não
estou aqui para fazer apologia, nem levantar discussões.
Estou aqui para homenagear as
mães, que como eu, levam a educação a sério, mas se divertem tanto, que acabam,
sem querer, fazendo bullying com os filhos e ainda assim todo mundo ri do
assunto.
Olha o que aconteceu comigo:
Meu filho mais velho, o Lucas,
tem uma leve gagueira, que não o incomoda nem um pouco, tanto que não aplica as
técnicas que a fono indicou, porque não tem vergonha de gaguejar.
Aqui em casa cada um em cada dia
é uma coisa diferente: cabeção, cheio de pulga, cara de pau, revolts, e todo
mundo sai rindo. Porque sempre ensino, talvez sem perceber, que não se deve
levar tudo ao pé da letra.
Mas vamos a história:
Lucas chegou na hora do almoço e
pediu:
- Mãe, eu po-po-posso beber Coca-Cola?
E eu prontamente respondi:
- Po-po-pode Lucas!
Na mesma hora, me dei conta do “bullying”
e comecei a rir e pedir desculpas ao mesmo tempo. E vou te falar, ele não tinha
dado a mínima bola para o que eu falei. E rimos um bocado esse dia e rimos até
hoje toda vez que lembramos, ou que, sem querer, alguém da família comete a
mesma gafe.
Mas serviu para me provar que
minha técnica light de conviver e levar a vida com eles fez toda a diferença.
Lucas nunca teve apelido pejorativo no colégio, nem nenhum dos meus sobrinhos
(e olha que eu tenho um montão deles), porque a gente sempre brincou com eles e
entre nós de forma muito light.
Não que eu ache que você deva
reforçar os defeitos alheios, mas só queria mostrar o outro lado da situação.
Será que se pensarmos e agirmos mais com o coração do que com a razão, não seríamos
melhores?
Não sei se sou a melhor mãe do
mundo, apesar dos meus filhos me dizerem isso o tempo todo, sei que erro
bastante, que passo do ponto, mas que também abraço, beijo, brigo e exalto eles
todos os dias. Acho que posso me caracterizar como eclética, até mesmo como
mãe. Não tenho padrões, sou quem sou o tempo todo, com toda a veracidade do
mundo!
Eu brigo, choro, grito, abraço,
faço tudo ao mesmo tempo! E acho que tenho feito um bom trabalho, já que a
harmonia ainda reina na família! A não ser, é claro, quando o de 13 anos
resolve ter 8, só para implicar com o irmão! Kkk
Ser mãe é ser assim: estar em
todos os lugares ao mesmo tempo, é ser mulher-polvo, leoa, cavalinho,
telefonista, enfermeira, lutadora de jiu-jitsu, atriz, cozinheira, contadora de
histórias, protetora, sacana, brava, amorosa, etc. etc. etc...
Não vou ficar de apologia e
gastando todo o seu tempo com aquele monte de elogios que todas nós, mães,
ouvimos todo ano, vou resumir meus parabéns pelo dia as mães assim:
Acredite que você é a melhor mãe
do mundo dentro dos seus próprios limites!
E repita para si mesma, como uma
vez um pediatra muito legal me falou: mãe não erra, mãe se engana!
E o melhor de tudo isso: dá para
pedir desculpas se errar feio e se você não pedir, seus filhos também te amarão
do mesmo jeito daqui a 5 minutos! Tenha a dose certa de mãe com a dose certa de
sanidade, misture que dá ponto! Feliz dia das mães!
Luciana
Carlos
Coach
Minha mãe turbinada, meu filho, e minha mãe show de bola!
Olha quantas faces de mães nos mais diversos níveis! Amo muito tudo isso!

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