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Poema Pasárgada lembrança


VOU-ME EMBORA.....

04/04/2017
Na procura da paz...

Ainda esses dias lembrava desse poema, “Vou-me embora pra Pasárgada, lá sou amigo do Rei...” E pensei: se pudesse, se existisse, acho que eu me mudaria para lá. Seria um lugar sem injustiça, pois como amiga do Rei o ajudaria nessa difícil missão.
Lá não faltaria alimento, nem fórmula especial, nem tratamento especial gratuito para os autistas e outros deficientes...
Lá, meu filho, poderia brincar de roda sem me preocupar com mãos sujas de comida, já que seria costume lavar as mãos e a boca após às refeições.
Lá o arroz, o chuchu, e qualquer dos mais desprezados alimentos, seria posto em alto posto, pois muitos ainda passam muito tempo somente comendo um ou dois destes...
“Vou-me embora pra Pasárgada...”
Lá haveria gentileza, e nenhum idoso permaneceria em pé, enquanto jovens fingem estar dormindo nos coletivos, as portas seriam abertas pelos homens, as crianças e suas diferenças superadas pela igualdade em amor.
Se existe um lugar assim, mesmo que em meu pensamento, me permitirei por vezes sonhar e levar meus filhos comigo para que passeemos juntos...
Luciana Carlos

Árvore, Campo, Milharal, Natureza, Paisagem, Céu


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